Friday, January 7, 2022

Meteoritos Santa Vitória do Palmar e Nova Petrópolis

O meteorito Santa Vitória do Palmar foi encontrado em meados de 2003 nas proximidades das dunas do Holoceno em Lagoa Mirim durante as buscas por flechas indígenas. Foram encontradas três massas e então classificadas como Condrito Ordinário L (baixo teor de ferro). Na época houve suspeita que esse meteorito pudesse ser oriundo de um bólido registrado na região em 1997 mas a hipótese foi descartada pois as massas encontradas já haviam sofrido com intemperismo, indicando queda mais antiga. Sua análise pode ser vista aqui


O Nova Petrópolis também foi encontrado no Rio Grande do Sul durante a abertura de uma estrada na década de 60. É um Siderito Octaedrito com estruturas Widmanstätten bem presentes. Uma curiosidade é que esse meteorito foi considerado uma "pedra misteriosa" por populares na região pois ela parecida "chorar". Era água sendo condensada com a mudança de temperatura, principalmente quando ia chover. Sua análise pode ser vista aqui


Céus Limpos

@astronomiaNoCerrado

Tuesday, January 4, 2022

Meteoritos Santa Catharina e Patos de Minas II (Octaedrito)

 O meteorito Santa Catharina foi descoberto ainda durante o reinado de D. Pedro II em São Francisco do Sul - SC por volta de 1875. A quantidade desse meteorito era tão grande (25t) que antes de ter uma amostra classificada como sendo um objeto do espaço, foi enviado para a Europa como sendo proveniente de uma mina de ferro para ser fundido. O Santa Catarina é um raro Siderito Ataxito com mais de 30% de Niguel em sua composição, não mostrando estruturas como as de Widmanstatten ao ser tratado com ácido. A análise pode ser vista aqui.


Já o Patos de Minas II (Siderito Octaedrito) começa sua história em 1925. Havia um fragmento de 18.4g desse meteorito na Escola de Minas de Ouro Preto. Mais tarde em 2002 um fazendeiro achou uma massa de 200kg enquanto arava sua terra na mesma região do fragmento menor. Ao analisar a maior massa, logo se descobriu que as duas faziam parte do mesmo meteorito. Sua análise pode ser vista aqui


Céus limpos

@astronomiaNoCerrado

Saturday, January 1, 2022

Um pedaço do Vesta no Brasil

Em Junho de 2017 um meteorito teve sua queda observada nas proximidades da vila Serra Pelada no Pará. Um estrondo que foi ouvido a quilômetros de distância! Alguns fragmentos foram encontrados próximos a uma escola na região e coletados por morados da vila. A massa maior, que fora logo vendida para um estrangeiro, foi encontrada por um eletricista na região de uma mineradora.

Parte desses fragmentos foram comprados por pesquisadores e colecionadores brasileiros, submetidos a análise e indicaram que se tratava de um tipo raro de meteorito (Acondrito Eucrito, HED), que seria proveniente do asteróide 4 Vesta. O estudo realizado por Maria Elizabeth Zucolotto, pesquisadora da UFRJ, reforça a origem desse meteorito pois possui uma proporção única de alguns elementos químicos.

Esse exemplar acaba de entrar para a coleção. Sua análise pode ser vista aqui.

Vesta (designado formalmente 4 Vesta) é o segundo maior asteroide do Sistema Solar e o principal corpo da família Vesta, com um diâmetro médio de 530 km, até ser promovido a protoplaneta em maio de 2012.

Foi descoberto por Heinrich Wilhelm Olbers em 29 de março de 1807. O nome provém da deusa romana Vesta, correspondente à deusa da mitologia grega Héstia. Está localizado no cinturão de asteroides, região entre as órbitas de Marte e Júpiter, a 2,36 UA do Sol. 


foto: 4 Vesta. Dawn/NASA

Seu tamanho e o brilho pouco comum na superfície fazem de Vesta o mais brilhante asteroide. É o único asteroide que é ocasionalmente visível a olho nu.

Teoriza-se que nos primeiros tempos do sistema solar, Vesta era tão quente que o seu interior derreteu. Isto resultou numa diferenciação planetária do asteroide. Provavelmente tem uma estrutura em camadas: um núcleo metálico de níquel-ferro coberto por uma camada (manto) de olivina. A superfície é de rocha basáltica, originária a partir de antigas erupções vulcânicas. A atividade vulcânica não existe hoje.

Céus Limpos

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Um grupo de amigos e um céu escuro faz o tempo desaparecer!

O criador da Teoria da Relatividade, Albert Einstein, referia-se ao fato de o tempo ser relativo, vinculando-o à velocidade. Como fazer a no...